PESQUISA SOBRE FOTÓGRAFOS
Pesquisa sobre os fotógrafos Nair Benedicto, Letizia Battaglia, László Moholy-Nagy e Marcel Gautherot e fotos emblemáticas
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| Nair Benedicto |
TESÃO NO FORRÓ DO MÁRIO ZAN, São Paulo, 1978 - A temática social sempre pautou o trabalho de Nair Benedicto e essa fotografia faz parte de um trabalho da fotógrafa sobre segregação e discriminação contra nordestinos em São Paulo. Nair queria saber o que os imigrantes nordestinos faziam para se divertir e acabou descobrindo o forró do Mário Zan. A foto chama a atenção do observador devido à expressão corporal do casal no centro da foto e pela sua intensidade. É notória a presença do desejo e do prazer na foto e a utilização do preto e branco pela artista destaca e transmite de forma mais nítida essas características.
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| Letizia Battaglia |
A imagem da Letizia escolhida, faz parte de um contexto de guerra na Itália, em que o efeito desfocado no fundo, além de transmitir a sensação de profundidade, dá um maior destaque à mulher à direita, o que simboliza de forma clara, o sentimento e a tristeza da figura feminina diante da situação que aparece ao fundo.
Letizia, fotógrafa anti-máfia, dedica-se a fazer uma série de imagens nas quais uma foto marcada pela dor e morte é pano de fundo para uma figura feminina. Essa foto além de documentar um mundo em tragédia, expressa solidariedade com a pobreza, raiva, corrupção e tudo o que compõe o diário visual de mulheres e homens cujas existências foram anuladas pela violência mafiosa.
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| László Moholy-Nagy |
DOUBLE PORTRAIT, 1923 - László Moholy-Nahy criava imagens negativas cheias de nuances e sua perspicaz compreensão da relação entre espaço, tempo e luz, e as interações possíveis entre elas, possibilitou que o trabalho de Moholy-Nahy se tornasse referência no mundo da fotografia e do cinema.
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| Marcel Gautherot |
As imagens de Gautherot trazem a perspectiva da construção de Brasília a partir da contradição entre o homem-operário e o monumento erguido. São obras de arte, aliando ética e estética. O fotógrafo francês trabalhava com o conceito de linha de horizonte e criava imagens que não poderiam ser vistas cotidianamente. Orquestrava sombras, luz, perspectivas e ações humanas compondo quadros com status de obras de arte.
Diante dos monumentos imponentes, ele alinhou a câmera e buscou detalhes em outras composições de imagens em preto e branco. Fragmentos que ganharam sentido vistos juntos à paisagem. A foto chama a atenção devido à escolha "inusitada" do fotógrafo em destacar o objeto mais mundano da frente, deixando os prédios no fundo com a sensação de movimento.






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