SINTEGRAÇÃO SOBRE CONCEITOS HERTZBERGER
Não consegui comparecer a essa aula e participar da sintegração. Dessa forma, irei discutir sobre minha visão acerca do livro de Hertzberger "lições de arquitetura" e sobre os pontos que mais chamaram minha atenção na leitura, focando nos temas que eu iria discutir em sala de aula.
- Estrutura e Interpretação; Forma e Interpretação:
Através da leitura é evidente que a "forma" é coletiva e propõe novas oportunidades para novos usos, como em países que possuem estações bem definidas, em que há uma mudança no espaço e nas estruturas de acordo com o clima e a estação do ano e esse espaço muda completamente para atender as nesessidades da população, a exemplo dos rios intermitentes.
O autor também discute a possibilidade do espaço urbano de adequar-se a cada nova situação que surge, que passa por uma metamorfose com o surgimento de um novo e diferente objetivo. Além disso, o espaço pode assumir aparências ddiferentes sob circunstâncias novas, sem que a estrutura precise mudar.
Desse modo, uma forma pode conter diversas funções e é capaz de adaptar-se a uma variedades de funções e assumir numerosas aparências e as fudanças de função podem surgir a longo prazo ,em poucos anos, em uma estação do ano, uma semana ou diariamente.
- Visão 1:
Nesse capítulo é notório que a separação e unificação se interligam e que as linhas de visão governam uma divisão adequada entre as áreas que estimulam o contato visual e as que oferecem mais intimidade.
Dessa forma, o grau de abertura e o grau de isolamento devem estar em equilíbrio, para que as pessoas possam simultaneamente ter sua individualidade resopeitada, mas que não impeça o contato social, pois ambas são crucias. Isso pode ser aplicado em escolas, em prédios e nas varandas, criando espaços que possibilitem maior interação com as pessoas e que ampliem o contato visual.
- Equivalência:
Por meio da leitura percebe-se que cada elemento de um projeto pode desempenhar diversas funções dependendo da sua colocação e pode tornar-se o cento de um sistema, ou seja, possuem equivalência entre si. Além disso, é fundamental que não haja hierarquia de importância entre as partes componentes, haja vista que, dois aspectos podem se adaptar a situações específicas.
Nessa perspectiva, se cada elemento possui seu próprio valor específico, é nesessário criar um equilíbrio correto entre todos os elementos para que cada um deles funcione ao máximo sozinhos e como parte de um todo. O autor também ressalta a importância do cuidado ao usar classificações por ordem de importância, pois apesar das vias principais e vias menores serem muito necessárias no trânsito por exemplo, deve-se levar em consideração não colocar coisas acima das outras em vez de colocá-las lado a lado, para assim não contribuir com desigualdades. Um exemplo claro disso é o alocamento do chefe em uma fábrica em um nível superior do nível dos demais funcionários.
Portanto, tentar não reforçar hierarquias é fundamental e, apesar da arquitetura não impedir situações de autoritarismo, pode-se previnir contra a criação de condições que corroborem para ele florescer. Somado a isso, a expressão de poder e hierarquia pelas construções das igrejas católicas também é citado no capítulo, assim como a praça de Bernini, usada para integrar o espaço que ela está em volta.
Em adição, ao longo de toda a história, os arquitetos dedicaram-se sobretudo a construir prédios monumentais como pirâmides e palácios e raras vezes ou mesmo nunca em criar moradias para as pessoas comuns. Somente no século XX que o mundo da arquitetura começou a se procupar com a construção de moradias. Um dos grandes nomes dessa mudança é o arquiteto Le Corbusier, que derivou sua linguagem formal e inspiração de todas as partes do mundo e suas obras possuem a forte característica de dominar os arraderos devido às suas vastas proporções e solidez. Conclui-se, portanto, que a criação de espaços para todos deve ser primordial para um arquiteto e que a arquitetura deve ser generosa e convidativa para todos, sem distinção.
- Ordenamento da construção:
Na leitura do capítulo é notório que o autor traz como fundamental o ordenamento da construção em que a "parte" e o "todo" se determinam reciprocamente, fato exemplificado através da analogia da cidade e da casa, uma vez que "uma casa é uma cidade minúscula e uma cidade é uma casa enorme". Desse modo, a imagem recíproca da casa-cidade conduz a uma articulação coerente de grande e pequeno, e o "todo" deve irradiar uma tranquilidade de um equilibrio que compreende uma complexidade de forma e de espaço numa única imagem.
Somado a isso, o autor também destaca a importância de uma estrutura básica, aberta e flexível, capaz de incorporar ajustamentos e assumir outros papéis, haja vista que o uso do espaço varia de acordo com a época, e os usuários exigem que o edifício se adapte à evolução de seus insights. Nesse viés, é frequente a necessidade de aprimoramento da situação original devido à alteração dos componentes por diversos motivos e o autor discute esses tópicos através de exemlos de edifícios residenciais e escritórios.
Dessa maneira, Hertzberger cita a criação do plano livre, que possui colunas livres com seus próprios espaços e utiliza a coluna como elemento fundamental para criar a possibilidade de ambientes mutáveis como nas escolas de Apollo e no ministério de assuntos sociais , que utilizam o suporte de vigas de oito direções. Por fim, o livro também aborda o "kit construção" que ajudou várias das obras citadas no capítulo a saírem do papel e diminuiu o custo da produção - mesmo fazendo com que alguns projetos fossem mudados na sua execução.


Comentários
Postar um comentário